Coleção experimentos
Teste de aleatorização
Re-sorteia a alocação pela receita do delineamento, mantendo a resposta de cada unidade, e situa o F observado na distribuição do sorteio.
O que o bloco faz
O teste de aleatorização de Fisher: a justificativa do teste vem do
sorteio que foi de fato feito, e não da normalidade. Sob a hipótese nula
exata — o tratamento não muda a resposta de nenhuma unidade —, cada
unidade teria dado a mesma resposta com qualquer outra alocação que o sorteio
poderia ter produzido. O bloco então re-sorteia a alocação pela mesma
receita do experiments/design (tr_experiments_randomize), mantém a
resposta de cada unidade, recalcula a estatística e situa a observada nessa
distribuição.
O conjunto de re-sorteios é o das alocações admissíveis do delineamento, não o de todas as permutações: no DBC o tratamento só troca dentro do bloco; na parcela subdividida a parcela só troca de lugar com parcela do mesmo bloco e a subparcela dentro da parcela; no quadrado latino sai outro quadrado. A tabela repete o escopo de cada fator.
Estatística
O F do Termo no quadro de ANOVA da análise (a do plano, ou outra), ou o F
(1 gl, bilateral) de uma linha de contraste do experiments/contrasts.
p-valor
- exato — enumera todas as alocações admissíveis (DIC, DBC e fatorial neles, até 100 000) e dá a proporção com estatística ≥ a observada; a observada está entre elas.
- Monte Carlo — com R re-sorteios e b deles ≥ a observada, p = (b + 1)/(R + 1), que nunca é zero e tem nível exato (Phipson e Smyth, 2010).
- automático — exato quando a estrutura é enumerável e há até Re-sorteios alocações; Monte Carlo fora disso.
Empates contam como ”≥” (tolerância relativa de 10⁻⁸). A tabela traz também o p do quadro (o do F de Snedecor): em dados normais os dois ficam perto (Pitman, 1938).
Antes de continuar
Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.
- Bootstrap e reamostragem
- Técnicas que repetem a análise muitas vezes sobre versões modificadas da própria amostra (sorteios com reposição, omissão de observações, embaralhamento) para medir a incerteza de uma estimativa ou obter um p-valor sem depender de uma fórmula pronta.
- Fator
- Uma variável explicativa categórica cujo efeito se quer estudar, como adubo, cultivar ou dose. Num experimento fatorial, dois ou mais fatores são combinados.
- Tratamento
- A condição aplicada a uma unidade experimental: um nível de um fator ou uma combinação de níveis de vários fatores. As comparações do experimento são entre tratamentos.
- Unidade experimental
- A menor porção de material que recebe um tratamento de forma independente: uma parcela de campo, um vaso, um animal. É a unidade que conta como repetição.
- Casualização
- Sortear qual unidade recebe qual tratamento. Protege as comparações contra diferenças sistemáticas entre unidades que não foram medidas e é o que justifica os testes do experimento.
Pressupostos
A alocação observada saiu do sorteio descrito no plano: o conjunto de re-sorteios é o das alocações admissíveis daquele delineamento.
Verificar:Ver o plano
Se falhar: Sem sorteio (ou com outro sorteio), o teste não tem a justificativa de Fisher; use a análise paramétrica e diga isso.
Sob H0, a resposta de cada unidade não depende do tratamento que ela recebeu (a nula exata: efeito zero em toda unidade, mais forte que a igualdade de médias). Não pede normalidade nem variâncias iguais.
Parâmetros
-
Resposta — em branco, a do plano. Com dados ligado, a tabela precisa de
unidade(a do plano) e da resposta; se trouxer as colunas de tratamento, elas têm de ser a alocação do plano. -
Análise (nó de models) — em branco, a do plano (
plano$analise, a que oexperiments/errorsugeriu). Outro id (models/anova_factorial) troca a análise; os params dela vêm de Params da análise. -
Params da análise —
nome = valor; nome = valor, sobrescrevendo os do plano. A resposta é posta sozinha quando o nó temresposta. -
Termo testado — a linha do quadro de ANOVA (
models/anova_table, SQ tipo I) cujo p conta:irrigacao,irrigacao:variedade. Em branco, o primeiro fator de tratamento do plano. -
Contraste: conjunto —
nenhumtesta o F do termo; um conjunto doexperiments/contraststesta o F (1 gl) de uma linha dele, com o Termo como fator contrastado. -
Contraste: linha — o nome da linha (
linear,quadratico). -
Contrastes (digitados), Controle, Doses — como no
experiments/contrasts. -
Re-sorteios — R do Monte Carlo (999 é o usual).
-
Método —
automático,monte carloouexato.
Valor
out: o histograma da estatística sob re-sorteio, com a observada marcada.
tabela: teste, estatistica, observado, p_valor, metodo,
alocacoes (avaliadas), admissiveis (quantas há, quando enumerável),
maiores_ou_iguais, falhas, p_parametrico (o do quadro), analise e
escopo. distribuicao: a estatística de cada alocação.
Exemplos
tr_flow(reg) |>
tr_add("plano", "experiments/design", estrutura = "dbc", fatores = "t: A, B", repeticoes = 5L) |>
tr_add("mu", "experiments/effect", tipo = "intercepto", valor = 10, from = "plano") |>
tr_add("t", "experiments/effect", tipo = "fixo", fator = "t", efeitos = "A = 0, B = 1", from = "mu") |>
tr_add("y", "experiments/error", sd = 1, from = "t") |>
tr_add("ta", "experiments/randomization_test", from = "y")