Coleção experimentos
Contrastes
Abre o SQ do tratamento: uma linha por contraste (polinomiais, Helmert, controle, 2^k ou digitados), com a conferência da soma e da ortogonalidade.
O que o bloco faz
Tudo é contraste. Com k tratamentos, o SQ do tratamento é a soma de k − 1 contrastes ortogonais; a tendência linear de doses, cada tratamento contra o controle, o efeito principal e a interação de um fatorial são todos contrastes. Este bloco lê um modelo já ajustado e abre a ANOVA: uma linha por contraste, com estimativa Σ cᵢ ȳᵢ, SQ, F e p.
Conjuntos
- polinomiais — linear, quadrático, cúbico… até o grau k − 1. Vale para
níveis desigualmente espaçados e réplicas desiguais: os coeficientes
saem de
poly()sobre as observações (cᵢ = rᵢ pⱼ(xᵢ)), e não da tabela de níveis igualmente espaçados. No caso igualmente espaçado e balanceado, são os inteiros das tabelas (-3 -1 1 3,1 -1 -1 1,-1 3 -3 1). - helmert — cada nível contra a média dos anteriores.
- controle — cada tratamento contra o controle (
B vs A,C vs A…, as comparações de Dunnett), k − 1 contrastes. Não são ortogonais (todos usam a média do controle), então os SQ não somam o do tratamento; o p de cada linha é o de uma comparação, sem o ajuste de Dunnett para as k − 1 juntas. - fatorial 2^k — os efeitos principais e as interações de 2 a 5 fatores de
dois níveis, como contrastes de sinais ±1 nas médias das células (o SEGUNDO
nível de cada fator é o alto, +1). A coluna
efeitoé a estimativa dividida por 2^(k−1): a diferença entre as médias do nível alto e do baixo. - digitados — na mesma sintaxe do
models/linear_hypothesis(números, um por nível, ou expressão nos nomes dos níveis, com rótulo opcional antes de:).
O que se confere
- Soma dos SQ: no rodapé, Σ SQ dos contrastes ao lado do SQ do tratamento lido do quadro do próprio modelo, e se confere. Só se espera que some quando o conjunto tem k − 1 contrastes e é ortogonal.
- Ortogonalidade: a porta
ortogonalidadetraz a matriz Σ cᵢdᵢ/rᵢ, que é a covariância entre dois contrastes de médias a menos de σ². Fora da diagonal, zero é ortogonal; os pares que não são aparecem na nota — e é por isso que os SQ deixam de somar (eles se sobrepõem). Com réplicas desiguais, contrastes ortogonais no papel (Σ cᵢdᵢ = 0, como o Helmert) deixam de ser. - Regressão: no conjunto polinomial sobre um
lm, a colunasq_regressaotraz o SQ sequencial de cada grau depoly(dose)no mesmo modelo, e ele é igual ao SQ do contraste: o polinômio ortogonal É a regressão.
Desdobramento da interação
Com Dentro preenchido, os contrastes do fator são estimados em cada nível do
outro fator (linear de N dentro de cada variedade). Com um conjunto completo e
ortogonal, a soma de todos os SQ desdobrados é SQ(fator) + SQ(fator × dentro).
Os coeficientes de cada grupo usam as réplicas da CÉLULA daquele grupo: com
células de tamanhos diferentes, os polinômios de cada nível de Dentro saem
diferentes e ortogonais dentro da célula, e a porta ortogonalidade traz uma
matriz por grupo.
O termo de erro
O F de cada contraste é o t² do emmeans sobre o modelo, e é o modelo que
escolhe o erro: no delineamento e no lm, o resíduo; na parcela
subdividida, o misto do models/fit com gl de Satterthwaite — no balanceado,
o erro a para contrastes entre níveis da parcela e o erro b para os da
subparcela. O qm_erro de cada linha é SQ / F, o erro que aquela comparação de
fato usou. O SQ de cada linha é o SQ extra do teste de 1 gl, sq = F ×
qm_erro (o mesmo do car::linearHypothesis). No lm e nos delineamentos,
qm_erro é o QM do resíduo, igual em todas as linhas; no misto e na parcela
subdividida, é o erro efetivo (combinado) que aquele contraste usou. No
balanceado, sq é o SQ do livro, est² / Σ(cᵢ²/rᵢ), com rᵢ as observações de
cada média; no desbalanceado os dois diferem, e o do livro sai à parte, na
coluna sq_livro.
Antes de continuar
Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.
- p-valor
- A probabilidade de obter um resultado tão extremo quanto o observado, ou mais, se a hipótese nula fosse verdadeira. p-valor pequeno indica dados pouco compatíveis com a hipótese nula; ele não é a probabilidade de a hipótese nula ser verdadeira nem mede o tamanho do efeito.
- Graus de liberdade
- Quantas informações independentes sobram para estimar uma variabilidade depois de estimados os outros parâmetros. Definem qual distribuição t, F ou qui-quadrado se usa no teste; com poucos graus de liberdade a inferência fica mais incerta.
- Resíduo
- A diferença entre o valor observado e o valor que o modelo ajustado prevê para aquela observação. É nos resíduos que se conferem os pressupostos do modelo: eles devem parecer ruído, sem padrão.
- Fator
- Uma variável explicativa categórica cujo efeito se quer estudar, como adubo, cultivar ou dose. Num experimento fatorial, dois ou mais fatores são combinados.
- Contraste
- Uma comparação planejada entre médias de tratamentos, escrita como soma de médias com pesos que somam zero (por exemplo, a média do controle contra a média dos adubados).
Pressupostos
Modelo linear com erro normal, independente e de variância constante (ANOVA,
lm, misto ou parcela subdividida). GLM é recusado: lá o contraste vive na escala da ligação e não tem SQ que some.Verificar:Normalidade dos resíduosLeveneDiagnóstico dos resíduos
Se falhar: Para GLM, use o
models/linear_hypothesis; com erro não normal, veja oexperiments/boxcox.Contrastes planejados antes de ver os dados: o p de cada linha não é corrigido para multiplicidade.
Se falhar: Contrastes escolhidos depois de olhar as médias pedem Scheffé ou outra correção.
No desbalanceado, as médias são as ajustadas do
emmeanse os SQ extras não somam o SQ do tratamento (o rodapé diz isso; o SQ de livro vai parasq_livro).Polinômios exigem fator quantitativo: os níveis têm de ser números, ou os valores vão em Doses.
Parâmetros
- Fator — o fator cujas médias se contrastam. No conjunto
fatorial 2^k, de 2 a 5 fatores de dois níveis, separados por vírgula. - Conjunto —
polinomiais,helmert,controle,fatorial 2^koudigitados. - Contrastes — só no conjunto
digitados: um por linha ou separados por;, cada um com rótulo opcional (linear: -3 -1 1 3; B - A). - Controle — o nível controle no conjunto
controle; em branco, o primeiro. - Doses — os valores numéricos dos níveis, na ordem, para os polinomiais
(
0 30 60 120); em branco, os nomes dos níveis lidos como número. - Dentro — um fator em cujos níveis os contrastes são desdobrados.
Valor
Duas portas:
out— um quadro de efeitos (models/effects) com uma linha por contraste:termo,coeficientes,estimativa,erro_padrao,gl,sq,F,gl_erro,qm_erro,p_valor(eefeitono 2^k,sq_regressaonos polinomiais sobrelm,sq_livroquando o modelo é desbalanceado). O rodapé traz a conferência da soma dos SQ.ortogonalidade— uma tabela (data/table) com a matriz Σ cᵢdᵢ/rᵢ entre os contrastes (uma por nível de Dentro, com a coluna do grupo).
Exemplos
tr_flow(reg) |>
tr_add("aveia", "models/example", dataset = "aveia") |>
tr_add("split", "models/anova_split_plot", resposta = "producao", parcela = "variedade",
subparcela = "nitrogenio", bloco = "bloco", from = "aveia") |>
tr_add("pol", "experiments/contrasts", fator = "nitrogenio", conjunto = "polinomiais",
doses = "0 0.2 0.4 0.6", dentro = "variedade", from = "split")