Coleção amostragem
Tamanho para proporção
Quantas unidades sortear para estimar uma proporção com a margem de erro desejada?
O que o bloco faz
O tamanho de uma amostra aleatória simples para estimar uma PROPORÇÃO p com margem de erro E:
n₀ = z² · p(1 − p) / E²
Sem ideia de p, use 0,5: é o pior caso, e o n que sai serve para qualquer proporção — é por isso que pesquisa de opinião com margem de 3 pontos e 95% tem sempre perto de 1.068 entrevistas. Com p = 0,1 o n cai para um terço.
A margem é em PONTOS de proporção: 0,05 são 5 pontos (40% ± 5%), e não 5% de 40%.
Antes de continuar
Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.
- Amostra
- A parte da população que é de fato observada. Quando é sorteada com probabilidades conhecidas, permite estimar características da população e medir a incerteza dessa estimativa.
- Estrato
- Um grupo da população definido antes do sorteio (região, porte, turno), dentro do qual se sorteia separadamente. Estratificar garante que todos os grupos apareçam na amostra e costuma reduzir a variância quando as unidades de um mesmo estrato se parecem.
- Conglomerado
- Um grupo de unidades vizinhas ou ligadas (um quarteirão, uma escola) sorteado inteiro em vez de unidade por unidade. Barateia a coleta, mas unidades do mesmo conglomerado tendem a ser parecidas, o que em geral aumenta a variância das estimativas.
- Efeito do plano (deff)
- A razão entre a variância de uma estimativa no plano amostral usado e a variância que ela teria numa amostra aleatória simples do mesmo tamanho. Um deff de 2 quer dizer que a amostra vale, em precisão, metade do que valeria se fosse aleatória simples.
- Margem de erro
- A metade da largura de um intervalo de confiança: o quanto a estimativa pode se afastar do valor da população, ao nível de confiança escolhido. É ela que se fixa para calcular o tamanho de amostra necessário.
Quando usar
Use para definir o n antes de coletar respostas categóricas; p = 0,5 cobre o pior caso quando a proporção ainda é desconhecida.
Pressupostos
A amostra será uma AAS sem reposição (ou o deff informado traduz o desenho real para ela); a correção finita é n/(1 + n/N).
Verificar:Simular desenho
Se falhar: Para estratos, use
sampling/size_stratified; para conglomerados,sampling/size_cluster; confira o n escolhido comsampling/simulate.Aproximação normal da proporção: p esperada não muito perto de 0 ou 1 para o n calculado (n·p e n·(1 − p) acima de uns 10).
Se falhar: Com p esperada extrema, use p = 0,5 (pior caso) ou confira com
sampling/simulate.A não resposta é ignorável: quem responde se parece com quem não responde, e dividir por ela só repõe o tamanho.
Se falhar: Se a não resposta depende do tema, aumentar o n não corrige o viés; calibre depois com
sampling/rakeousampling/poststratify.
Configuração
- Proporção esperada — p, entre 0 e 1.
- Margem de erro — em pontos de proporção (0,03 = 3 pontos).
Exemplo
O fluxo usa os conjuntos didáticos registrados em sampling/example e inclui o nó desta página.
library(trama)
reg <- tr_registry()
tr_use("trama.sampling", registry = reg)
tr_flow(reg) |>
tr_add("plano", "sampling/size_proportion", erro = 0.03, taxa_resposta = 0.7)Como interpretar
A saída é um plano de amostragem. Com p = 0,5, a variância binomial é máxima e o n serve como limite conservador; a margem é dada em pontos de proporção. A saída é Plano sampling/plan com o tamanho para estimar uma proporção.