Coleção amostragem
Proporção
Estima a proporção da população em cada categoria de uma variável, com o erro do desenho.
O que o bloco faz
A proporção da população em cada categoria: a média ponderada do indicador (1 se a unidade é da categoria, 0 se não). Com Categoria em branco, uma linha por categoria; com uma categoria, só ela.
O card mostra em %; a tabela, em proporção (0 a 1).
O intervalo padrão é o logit (Wald na escala log-odds, t com os gl do
desenho), o padrão de survey::svyciprop: fica em (0, 1) e é assimétrico perto
dos extremos. wilson usa o escore de Wilson com o n efetivo do desenho;
clopper_pearson é o Clopper-Pearson com n efetivo ajustado pelos gl (Korn &
Graubard 1998); wald é p̂ ± t·EP.
Com proporção 0 ou 1 o erro padrão é zero: logit, wilson e clopper_pearson usam
então o Clopper-Pearson de Korn & Graubard com o n nominal do domínio, ajustado
pelos gl — numa AAS sem correção finita é o intervalo exato de binom.test
(0 em 150: [0; 2,4%]). Com conglomerados, o n nominal não desconta a
correlação interna e o intervalo pode ser curto demais. O wald fica no ponto.
Antes de continuar
Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.
- População
- O conjunto completo de unidades sobre o qual se quer concluir algo: todas as propriedades de uma região, todos os alunos de uma escola. Em geral não é possível medir todas, e por isso se mede uma amostra.
- Amostra
- A parte da população que é de fato observada. Quando é sorteada com probabilidades conhecidas, permite estimar características da população e medir a incerteza dessa estimativa.
- Estrato
- Um grupo da população definido antes do sorteio (região, porte, turno), dentro do qual se sorteia separadamente. Estratificar garante que todos os grupos apareçam na amostra e costuma reduzir a variância quando as unidades de um mesmo estrato se parecem.
- Conglomerado
- Um grupo de unidades vizinhas ou ligadas (um quarteirão, uma escola) sorteado inteiro em vez de unidade por unidade. Barateia a coleta, mas unidades do mesmo conglomerado tendem a ser parecidas, o que em geral aumenta a variância das estimativas.
- Erro padrão
- O desvio padrão de uma estimativa: quanto ela variaria se o estudo fosse repetido com outra amostra. Diminui quando a amostra cresce e é a base dos intervalos de confiança e dos testes.
Quando usar
Use para estimar a fração populacional de uma categoria, uma ou todas as categorias de uma coluna.
Pressupostos
A amostra é probabilística: toda unidade da população tinha probabilidade de inclusão conhecida e maior que zero, e o peso de cada uma é o inverso dela.
Se falhar: Em coleta por adesão ou indicação, calibre os pesos a totais conhecidos (
sampling/rake,sampling/poststratify) e leia o erro como nominal: o viés de quem entrou não está nele.Estratos, unidades primárias e pesos no cabo são os do sorteio real.
Verificar:Declarar desenho
Se falhar: Declare o desenho verdadeiro em
sampling/design: tratar conglomerados como unidades independentes subestima o erro padrão.Unidades primárias sorteadas independentemente entre estratos, com pelo menos duas por estrato; a variância do conglomerado último trata o primeiro estágio como com reposição (ou com a correção finita declarada).
Se falhar: Junte estratos com uma unidade primária só; com fração amostral alta no primeiro estágio e sem
fpc, o erro sai conservador.O intervalo é o da aproximação normal do estimador linearizado (t com gl do desenho): pede unidades primárias e casos no domínio em número razoável.
Verificar:Simular desenho
Se falhar: Confira a cobertura com
sampling/simulate; com poucos graus de liberdade ou domínio raro, junte domínios ou leia o intervalo como aproximado.Faltantes são ignoráveis: dentro do desenho, quem não respondeu se parece com quem respondeu.
Se falhar: Ajuste os pesos pela não resposta (
sampling/poststratify,sampling/rake) ou impute antes de estimar.O intervalo logit (padrão) é Wald na escala log-odds, com EP pelo método delta e t nos gl do desenho: fica dentro de (0, 1) e é assimétrico perto dos extremos, mas ainda é aproximação assintótica. Com proporção 0 ou 1 no domínio a variância estimada é zero: logit, wilson e clopper_pearson usam o Clopper-Pearson de Korn & Graubard (1998) com o n nominal do domínio no lugar do n efetivo (que não existe), ajustado pelos gl do desenho — sem efeito de desenho é o exato de
binom.test, com efeito de desenho pode cobrir menos que o nominal, porque o n nominal não desconta a correlação dentro dos conglomerados. O Wald (opção) pode sair de [0, 1] e cobre menos que o nominal com proporção extrema.Verificar:Simular desenho
Se falhar: Com proporção extrema e domínio pequeno, compare logit e wilson, confira a cobertura com
sampling/simulatee junte domínios ou aumente a amostra.
Configuração
- Variável — coluna categórica (texto, fator ou lógica).
- Categoria — o valor cuja proporção se quer; em branco, todas.
- Intervalo —
logit(padrão),wilson,clopper_pearsonouwald.
Exemplo
O fluxo usa os conjuntos didáticos registrados em sampling/example e inclui o nó desta página.
library(trama)
reg <- tr_registry()
tr_use("trama.sampling", registry = reg)
tr_flow(reg) |>
tr_add("pop", "sampling/example", dataset = "fazendas") |>
tr_add("amostra", "sampling/stratified", estrato = "regiao", n = 240L, from = "pop") |>
tr_add("proporcao", "sampling/proportion", variavel = "irrigada", nivel = "sim",
por = "regiao", from = "amostra")Como interpretar
A tabela registra proporções entre 0 e 1, embora o card as apresente em porcentagem. Com categoria vazia, sai uma linha para cada categoria; intervalos de Wald podem ultrapassar 0 ou 1 em amostras pequenas. A saída é Estimativa sampling/estimate da proporção.