Coleção amostragem

Média

Estima a média da população, com o erro padrão e o intervalo do desenho.

O que o bloco faz

A média da população, estimada pela média PONDERADA da amostra (Σ w·y / Σ w). Numa AAS todo peso é igual e ela é a média simples; numa estratificada desproporcional ou numa PPS, a média simples estaria errada.

Antes de continuar

Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.

População
O conjunto completo de unidades sobre o qual se quer concluir algo: todas as propriedades de uma região, todos os alunos de uma escola. Em geral não é possível medir todas, e por isso se mede uma amostra.
Amostra
A parte da população que é de fato observada. Quando é sorteada com probabilidades conhecidas, permite estimar características da população e medir a incerteza dessa estimativa.
Estrato
Um grupo da população definido antes do sorteio (região, porte, turno), dentro do qual se sorteia separadamente. Estratificar garante que todos os grupos apareçam na amostra e costuma reduzir a variância quando as unidades de um mesmo estrato se parecem.
Conglomerado
Um grupo de unidades vizinhas ou ligadas (um quarteirão, uma escola) sorteado inteiro em vez de unidade por unidade. Barateia a coleta, mas unidades do mesmo conglomerado tendem a ser parecidas, o que em geral aumenta a variância das estimativas.
Erro padrão
O desvio padrão de uma estimativa: quanto ela variaria se o estudo fosse repetido com outra amostra. Diminui quando a amostra cresce e é a base dos intervalos de confiança e dos testes.

Quando usar

Use para estimar a média populacional de uma variável numérica, incluindo o desenho e seus pesos.

Pressupostos

  • A amostra é probabilística: toda unidade da população tinha probabilidade de inclusão conhecida e maior que zero, e o peso de cada uma é o inverso dela.

    Se falhar: Em coleta por adesão ou indicação, calibre os pesos a totais conhecidos (sampling/rake, sampling/poststratify) e leia o erro como nominal: o viés de quem entrou não está nele.

  • Estratos, unidades primárias e pesos no cabo são os do sorteio real.

    Verificar:Declarar desenho

    Se falhar: Declare o desenho verdadeiro em sampling/design: tratar conglomerados como unidades independentes subestima o erro padrão.

  • Unidades primárias sorteadas independentemente entre estratos, com pelo menos duas por estrato; a variância do conglomerado último trata o primeiro estágio como com reposição (ou com a correção finita declarada).

    Se falhar: Junte estratos com uma unidade primária só; com fração amostral alta no primeiro estágio e sem fpc, o erro sai conservador.

  • O intervalo é o da aproximação normal do estimador linearizado (t com gl do desenho): pede unidades primárias e casos no domínio em número razoável.

    Verificar:Simular desenho

    Se falhar: Confira a cobertura com sampling/simulate; com poucos graus de liberdade ou domínio raro, junte domínios ou leia o intervalo como aproximado.

  • Faltantes são ignoráveis: dentro do desenho, quem não respondeu se parece com quem respondeu.

    Se falhar: Ajuste os pesos pela não resposta (sampling/poststratify, sampling/rake) ou impute antes de estimar.

Configuração

  • Variável — coluna numérica.

Exemplo

O fluxo usa os conjuntos didáticos registrados em sampling/example e inclui o nó desta página.

Exemplo de amostragem
Estratificada
Média
library(trama)

reg <- tr_registry()
tr_use("trama.sampling", registry = reg)

tr_flow(reg) |>
  tr_add("pop", "sampling/example", dataset = "fazendas") |>
  tr_add("amostra", "sampling/stratified", estrato = "regiao", n = 240L, from = "pop") |>
  tr_add("media", "sampling/mean", variavel = "producao_t", por = "regiao", from = "amostra")

Como interpretar

A tabela de estimativas informa média ponderada, erro padrão, limites do intervalo, margem, coeficiente de variação, efeito do desenho, n e graus de liberdade. A estimação por domínio mantém o desenho e atribui contribuição zero às unidades fora do domínio. A saída é Estimativa sampling/estimate da média.