Coleção series-temporais

Johansen

Johansen: quantas relações de cointegração há, pelo traço ou pelo autovalor máximo.

O que o bloco faz

Conta quantas relações de cointegração há entre as séries, pelo procedimento de Johansen (1991), com o VAR em nível de K defasagens.

Para cada posto r0 = 0, 1, … até k - 1, a tabela traz a estatística, os críticos a 10, 5 e 1% e a decisão a 5%. O posto sugerido é o primeiro r0 em que a hipótese não é rejeitada.

Traço e autovalor

O traço testa r <= r0 contra r > r0; o autovalor máximo testa r = r0 contra r = r0 + 1. Quando discordam, o traço é o mais citado e é o padrão aqui.

Determinísticos

Três casos, pelo que entra em cada parte do modelo:

  • constante restrita (padrão) — a constante só dentro da relação de cointegração: as séries não têm tendência, e o equilíbrio tem nível.
  • constante livre — constante solta no VECM: as séries têm tendência linear, a relação de cointegração não.
  • tendência restrita — tendência dentro da relação e constante livre: a própria relação de equilíbrio tem tendência.

Os críticos mudam com o caso. Dummies sazonais entram centradas, e pedem série com ciclo.

Faltantes

Este bloco não aceita faltantes: série com buraco põe o nó em vermelho. Ligue um series/interpolate antes, ou recorte a parte cheia com series/window.

Antes de continuar

Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.

Resíduo
A diferença entre o valor observado e o valor que o modelo ajustado prevê para aquela observação. É nos resíduos que se conferem os pressupostos do modelo: eles devem parecer ruído, sem padrão.
Nível
Cada valor que um fator assume no estudo: as doses 0, 50 e 100 kg/ha são três níveis do fator dose.
Autocorrelação
A correlação de uma série com ela mesma deslocada no tempo: o valor de hoje parecido com o de ontem. É o padrão que os modelos de séries descrevem, e o que torna inválidos os testes que supõem observações independentes.
Tendência
O movimento de longo prazo de uma série, de subida ou de descida, separado das oscilações de curto prazo e da sazonalidade.
Sazonalidade
Um padrão que se repete em intervalos fixos do calendário, como mais chuva em janeiro ou mais vendas em dezembro. O período sazonal é o comprimento do ciclo: 12 para dados mensais com ciclo anual.

Pressupostos

  • As séries são I(1): o teste conta relações de cointegração e não serve para séries estacionárias em nível.

    Verificar:ADFKPSS

    Se falhar: teste cada série e diferencie as I(1) antes de chamar series/johansen

  • Os resíduos do VAR são ruído branco: K pequeno demais deixa autocorrelação e infla a estatística.

    Verificar:Portmanteau multivariado

    Se falhar: aumente K (defasagens em nível)

Parâmetros

  • Estatística — traço (padrão) ou autovalor máximo.
  • Defasagens (K) — defasagens do VAR em nível, no mínimo 2 (o VECM tem K - 1 em diferença).
  • Determinístico — constante restrita, constante livre ou tendência restrita (ver acima).
  • Dummies sazonais — centradas por período, para série com ciclo.

Valor

Uma tabela (data/table) com uma linha por posto: hipotese, estatistica, critico_10, critico_5, critico_1, decisao_5 e nota, que marca o posto sugerido.

Exemplos

Série de exemplo
Série de exemplo
Juntar séries
Johansen
tr_flow(reg) |>
  tr_add("dax", "series/example", dataset = "EuStockMarkets$DAX") |>
  tr_add("cac", "series/example", dataset = "EuStockMarkets$CAC") |>
  tr_add("j", "series/join", nomes = "dax, cac", from = c("dax", "cac")) |>
  tr_add("jo", "series/johansen", metodo = "traco", defasagens = 2L, from = "j")