Coleção multivariada
Discriminante
Ajusta LDA ou QDA usando grupos conhecidos para classificar observações por preditores.
O que o bloco faz
O bloco multi/discriminant ajusta LDA ou QDA com grupo conhecido e preditores numéricos e devolve um classificador. O bloco recebe data/table.
Antes de continuar
Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.
- População
- O conjunto completo de unidades sobre o qual se quer concluir algo: todas as propriedades de uma região, todos os alunos de uma escola. Em geral não é possível medir todas, e por isso se mede uma amostra.
- Amostra
- A parte da população que é de fato observada. Quando é sorteada com probabilidades conhecidas, permite estimar características da população e medir a incerteza dessa estimativa.
- Normalidade
- Pressuposto de que os erros do modelo seguem a distribuição normal (em forma de sino). Em modelos lineares ele se confere nos resíduos, não nos dados brutos; desvios leves pesam pouco em amostras grandes.
- Treino e teste
- Dividir os dados em uma parte para ajustar o modelo (treino) e outra, guardada, para medir o desempenho (teste). O teste só é honesto se o modelo nunca o viu durante o ajuste.
- Validação cruzada
- Repetir a divisão treino/teste várias vezes, cada vez deixando uma parte diferente dos dados de fora, e fazer a média do desempenho. Dá uma estimativa mais estável do erro em dados novos do que uma única divisão.
Quando usar
Use Discriminante quando os grupos são conhecidos no treino e a tarefa é classificar casos por medidas observadas.
Pressupostos
As observações são independentes (um indivíduo por linha, sem medidas repetidas).
Dentro de cada grupo, os preditores são normais multivariados.
Verificar:Normalidade multivariada (Mardia)Shapiro-WilkQuantil-quantil
Se falhar: Teste no
multi/mardiacom o grupo informado (ele testa dentro de cada grupo). Com preditores assimétricos, contagens ou 0/1, use amulti/logistic.Na linear, as matrizes de covariância são iguais em todos os grupos; só as médias diferem.
Verificar:M de Box
Se falhar: Ajuste a
quadráticae compare as duas pela taxa cruzada nomodels/confusionantes de trocar: o M de Box rejeita com facilidade.Sem colinearidade exata entre os preditores dentro dos grupos (o bloco recusa senão), e observações suficientes por grupo — na quadrática, bem mais que p + 1.
Verificar:Matriz de correlação
Se falhar: Tire o preditor redundante ou use a linear.
As priors refletem a população em que a regra vai ser usada: proporcionais só quando a tabela a representa.
Se falhar: Com tamanhos de grupo fixados pela amostragem, use
priors = "iguais".A taxa de acerto que interessa é a fora da amostra: por resubstituição ela sai otimista, e mais ainda com muitos preditores e poucos casos.
Verificar:Matriz de confusão
Se falhar: Leia a validação
cruzada(deixa-um-fora), o padrão do bloco.
Configuração
- Resposta — coluna da classe conhecida.
- Preditores — colunas numéricas; em branco, usa as numéricas menos a Resposta.
- Método —
linear(padrão, LDA) ouquadrática(QDA). - Priors —
proporcionais(padrão) às frequências ouiguais.
Exemplo
library(trama)
reg <- tr_registry()
tr_use("trama.multi", registry = reg)
tr_flow(reg) |>
tr_add("dados", "multi/example", dataset = "iris") |>
tr_add("lda", "multi/discriminant", resposta = "Species", preditores = "Petal.Length, Petal.Width", from = "dados")O classificador LDA pode ser conectado à classificação e avaliação cruzada.
Como interpretar
LDA usa covariância comum aos grupos; QDA estima uma covariância por grupo. A taxa do treino é aparente; models/confusion em validação cruzada estima o desempenho em casos não usados no ajuste.