Coleção modelos
Teste dos aleatórios
Razão de verossimilhança para cada termo aleatório de um modelo misto.
O que o bloco faz
models/random_test Testa termos aleatórios por razão de verossimilhanças. A saída é models/effects.
Antes de continuar
Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.
- Hipótese nula
- A afirmação que o teste põe à prova, em geral a de que não há efeito ou diferença (médias iguais, ausência de tendência). O teste mede o quanto os dados são incompatíveis com ela; não rejeitá-la não prova que ela é verdadeira.
- p-valor
- A probabilidade de obter um resultado tão extremo quanto o observado, ou mais, se a hipótese nula fosse verdadeira. p-valor pequeno indica dados pouco compatíveis com a hipótese nula; ele não é a probabilidade de a hipótese nula ser verdadeira nem mede o tamanho do efeito.
- Verossimilhança
- O quanto um modelo, com certos valores de parâmetros, torna prováveis os dados observados. Estimar por máxima verossimilhança é escolher os parâmetros que maximizam essa medida; critérios como AIC e BIC partem dela.
- Variância
- A média dos quadrados das distâncias de cada valor à média: mede o quanto os dados se espalham. O desvio padrão é a raiz quadrada da variância e fica na mesma unidade dos dados.
- Efeito fixo e efeito aleatório
- Um efeito fixo é estimado para cada nível que interessa (cada cultivar comparada). Um efeito aleatório trata os níveis observados como sorteio de uma população maior (fazendas, animais, anos) e estima a variância entre eles; modelos com os dois tipos são chamados mistos.
Quando usar
Use para avaliar se cada componente aleatório contribui para a estrutura do modelo misto.
Pressupostos
O modelo misto atende aos seus pressupostos (efeitos aleatórios e erros normais).
A variância testada está na fronteira (zero) sob H0: a distribuição qui-quadrado não vale exatamente, e o p-valor é conservador.
Se falhar: Um termo que sai significativo é seguro; um p-valor perto do limite pode estar superestimado.
Configuração
Não há parâmetros adicionais; requer ajuste misto.
Exemplo
library(trama)
reg <- tr_registry()
tr_use("trama.models", registry = reg)
tr_flow(reg) |>
tr_add("dados", "models/example", dataset = "sleepstudy") |>
tr_add("ajuste", "models/lmer", formula = "Reaction ~ Days + (Days | Subject)", from = "dados") |>
tr_add("resultado", "models/random_test", from = "ajuste")Para o ajuste de sleepstudy, cada linha testa a contribuição de um termo aleatório por razão de verossimilhanças em relação ao modelo reduzido.
Como interpretar
A comparação testa cada termo contra sua remoção. Variâncias na fronteira zero tornam a referência assintótica aproximada.
Implementação
lmerTest::ranova()versão 3.2.1Retira cada termo aleatório (uma inclinação aleatória é reduzida ao intercepto) e compara por razão de verossimilhança.
No código O bloco chama trama.models::tr_models_random_test(), em trama.models/R/resumir.R:843.
A conta é feita nesta chamada:
lmerTest::ranova(aj)
Referências
Teoria
- Wilks, S. S. (1938). The large-sample distribution of the likelihood ratio for testing composite hypotheses. The Annals of Mathematical Statistics, 9(1), 60-62. doi:10.1214/aoms/1177732360
- Kuznetsova, A.; Brockhoff, P. B.; Christensen, R. H. B. (2017). lmerTest package: tests in linear mixed effects models. Journal of Statistical Software, 82(13), 1-26. doi:10.18637/jss.v082.i13
Complementar
- Self, S. G.; Liang, K.-Y. (1987). Asymptotic properties of maximum likelihood estimators and likelihood ratio tests under nonstandard conditions. Journal of the American Statistical Association, 82(398), 605-610. doi:10.1080/01621459.1987.10478472