Coleção modelos
Coeficientes
Estimativa, erro padrão, estatística, p-valor e intervalo de confiança de cada coeficiente.
O que o bloco faz
models/coefficients Produz estimativa, erro padrão, estatística, p-valor e intervalo de 95% para cada coeficiente. A saída é models/effects.
Antes de continuar
Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.
- Erro padrão
- O desvio padrão de uma estimativa: quanto ela variaria se o estudo fosse repetido com outra amostra. Diminui quando a amostra cresce e é a base dos intervalos de confiança e dos testes.
- p-valor
- A probabilidade de obter um resultado tão extremo quanto o observado, ou mais, se a hipótese nula fosse verdadeira. p-valor pequeno indica dados pouco compatíveis com a hipótese nula; ele não é a probabilidade de a hipótese nula ser verdadeira nem mede o tamanho do efeito.
- Modelo linear generalizado (GLM)
- Uma extensão do modelo linear para respostas que não são normais, como contagens (Poisson) e proporções ou sim/não (binomial). Uma função de ligação conecta a média da resposta à parte linear do modelo.
- Fator
- Uma variável explicativa categórica cujo efeito se quer estudar, como adubo, cultivar ou dose. Num experimento fatorial, dois ou mais fatores são combinados.
- Nível
- Cada valor que um fator assume no estudo: as doses 0, 50 e 100 kg/ha são três níveis do fator dose.
Quando usar
Use para ler o tamanho e a incerteza de cada coeficiente; use médias ajustadas para comparar níveis de um fator como um conjunto.
Configuração
Exponenciar transforma estimativas e intervalos; em GLM com ligação log ou logit, resulta em razões de taxas ou chances. Escala desvio padrão dá o efeito de subir um desvio padrão da preditora (t e p não mudam), o que compara preditoras em unidades diferentes. Confiança escolhe o nível do intervalo; as colunas levam o nível no nome (li_95, li_90).
Intervalo — padrão (o de cada modelo: t exato no lm, Wald no GLM e no misto, verossimilhança perfilada na logística da coleção multivariada), perfilado (também no GLM, pelo stats::confint) ou Wald. Na logística binária, o perfilado vem com o p da razão de verossimilhanças; com metodo = "firth" na logística, é o da verossimilhança penalizada (Heinze & Schemper, 2002). O z é sempre de Wald, e com o perfilado z e p podem discordar perto de 5%. Na multinomial o intervalo sai de Wald, e a nota diz.
Exemplo
library(trama)
reg <- tr_registry()
tr_use("trama.models", registry = reg)
tr_flow(reg) |>
tr_add("dados", "models/example", dataset = "PlantGrowth") |>
tr_add("ajuste", "models/anova_dic", resposta = "weight", tratamento = "group", from = "dados") |>
tr_add("resultado", "models/coefficients", exponenciar = FALSE, from = "ajuste")No DIC de PlantGrowth, a tabela lista intercepto e diferenças de trt e ctrl em relação ao nível de referência ctrl, com estimativas e incerteza.
Como interpretar
Cada nível de fator compara com o nível de referência. O p-valor do coeficiente não é teste global do fator.