Coleção modelos
Tamanho de efeito (dois grupos)
d de Cohen e g de Hedges entre dois grupos, com intervalo de confiança.
O que o bloco faz
models/cohen_d mede a diferença entre as médias de dois grupos em desvios padrão: o d de Cohen (com o desvio padrão combinado) e o g de Hedges (o d corrigido do viés em amostras pequenas), cada um com intervalo de confiança. A saída é uma tabela de duas linhas.
Antes de continuar
Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.
- Intervalo de confiança
- Uma faixa de valores calculada a partir da amostra. Com 95% de confiança, o procedimento produz intervalos que contêm o valor verdadeiro em 95% das amostras possíveis; não quer dizer que um intervalo específico tenha 95% de probabilidade de acertar.
- Tamanho de efeito
- Uma medida de quão grande é uma diferença ou associação, independente do tamanho da amostra (por exemplo, a diferença entre médias em unidades de desvio padrão). Complementa o p-valor: com amostra grande, um efeito minúsculo pode ser significativo.
- Variância
- A média dos quadrados das distâncias de cada valor à média: mede o quanto os dados se espalham. O desvio padrão é a raiz quadrada da variância e fica na mesma unidade dos dados.
- Nível
- Cada valor que um fator assume no estudo: as doses 0, 50 e 100 kg/ha são três níveis do fator dose.
- Normalidade
- Pressuposto de que os erros do modelo seguem a distribuição normal (em forma de sino). Em modelos lineares ele se confere nos resíduos, não nos dados brutos; desvios leves pesam pouco em amostras grandes.
Quando usar
Ao lado de um t para duas amostras: o t diz se as médias diferem, o d diz de quanto, numa escala que se compara entre estudos. Com menos de 20 observações por grupo, prefira o g.
Pressupostos
As observações são independentes, dentro e entre os dois grupos (grupos independentes, não pareados).
Se falhar: Com o mesmo indivíduo medido duas vezes, o d de grupos independentes não é o efeito certo: use o
models/paired_t.A resposta é aproximadamente normal em cada grupo: o intervalo é o normal de Hedges & Olkin, e a leitura em desvios padrão supõe a normal.
Verificar:Shapiro-WilkQuantil-quantil
O intervalo é aproximado (normal, com o erro padrão de Hedges & Olkin 1985), bom a partir de uns 10 por grupo; com menos, fica estreito demais.
Se falhar: Com grupos pequenos, prefira o g e leia o intervalo como indicativo.
Configuração
Resposta é a coluna numérica; Grupo, a coluna com dois níveis (o primeiro, na ordem dos níveis, é o do numerador); Confiança, o nível do intervalo (padrão 0,95). O intervalo é o normal de Hedges & Olkin, aproximado.
Exemplo
library(trama)
reg <- tr_registry()
tr_use("trama.models", registry = reg)
tr_flow(reg) |>
tr_add("dados", "models/example", dataset = "ToothGrowth") |>
tr_add("d", "models/cohen_d", resposta = "len", grupo = "supp", from = "dados")No ToothGrowth, o suco de laranja (OJ) fica meio desvio padrão acima do ácido ascórbico (VC): d = 0,49, com intervalo de 95% de −0,02 a 1,01 — efeito médio, estimado com pouca precisão.
Como interpretar
Sinal positivo: o primeiro grupo tem a maior média. As referências de Cohen (0,2 pequeno, 0,5 médio, 0,8 grande) são genéricas; o intervalo diz o quanto a estimativa é precisa, e um intervalo que cruza o zero equivale a um t não significativo.
Implementação
trama.models::tr_models_cohen_d()versão 0.6.6Conta própria: d com o DP combinado, g = J·d com J = 1 − 3/(4m − 1) (m = n1 + n2 − 2, Hedges 1981), EP² = (n1 + n2)/(n1 n2) + d²/(2(n1 + n2)). Conferido contra o t destats::t.test(var.equal = TRUE)(d = t·√(1/n1 + 1/n2)) e contra o J exato Γ(m/2)/(√(m/2) Γ((m − 1)/2)) de Hedges (1981), a 1e-3.
No código O bloco chama trama.models::tr_models_cohen_d(), em trama.models/R/efeito.R:79.
A conta é implementada pelo próprio trama, sem um pacote R de referência por trás.
Outras funções de pacotes que o bloco usa (3)
stats::complete.cases(d)stats::var(a)stats::qnorm((1 + confianca)/2)
Referências
Teoria
- Hedges, L. V. (1981). Distribution theory for Glass's estimator of effect size and related estimators. Journal of Educational Statistics, 6(2), 107-128. doi:10.3102/10769986006002107
Livro-texto
- Cohen, J. (1988). Statistical Power Analysis for the Behavioral Sciences. 2. ed. Hillsdale: Lawrence Erlbaum (reedição Routledge, 2013). doi:10.4324/9780203771587
- Hedges, L. V.; Olkin, I. (1985). Statistical Methods for Meta-Analysis. Academic Press. doi:10.1016/C2009-0-03396-0