Coleção experimentos
Superfície de resposta
Modelo de 1ª ou 2ª ordem em fatores codificados, análise canônica, falta de ajuste e contorno.
O que o bloco faz
Ajusta a superfície de resposta aos fatores codificados (−1, 0, +1, ±α) — de 1ª ordem (plano: y = b0 + Σ bᵢxᵢ) ou de 2ª ordem (quadrática completa: mais os produtos xᵢxⱼ e os quadrados xᵢ²) — e faz a leitura dela:
- Quadro — os SQ sequenciais agrupados na ordem dos livros: bloco, primeira ordem, interações, quadráticos, resíduo; e, havendo pontos repetidos (os centrais), o resíduo partido em falta de ajuste e erro puro, com o F da falta de ajuste. Falta de ajuste significativa diz que o modelo daquela ordem não basta.
- Análise canônica (2ª ordem) — escrevendo ŷ = b0 + x’b + x’Bx, o ponto estacionário é xₛ = −B⁻¹b/2 e ŷₛ = b0 + xₛ’b/2. Os autovalores de B dão a natureza: todos negativos, máximo; todos positivos, mínimo; sinais mistos, ponto de sela. Autovalor perto de zero (menos de 5% do maior em módulo) é sinalizado como cumeeira — o critério de 5% é uma convenção deste bloco. Se o ponto cai fora da região experimentada, a nota avisa: é extrapolação.
- 1ª ordem — no lugar da canônica, a direção de maior subida (o vetor b normalizado), o passo do método de Box & Wilson.
- Contorno — ŷ nos dois primeiros fatores, com os demais no centro (0), os pontos do delineamento e o ponto estacionário marcado.
O modelo sai como models/fit comum (o lm do models/lm): resíduos,
pressupostos, coeficientes e previsão funcionam nele. Com bloco, o bloco entra
aditivo, e o b0 da canônica e do contorno é a média dos blocos.
Antes de continuar
Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.
- Nível de significância (α)
- O limite, escolhido antes de olhar os dados, abaixo do qual o p-valor leva a rejeitar a hipótese nula; 5% é a convenção mais comum. É também a probabilidade de erro tipo I que se aceita.
- Variância
- A média dos quadrados das distâncias de cada valor à média: mede o quanto os dados se espalham. O desvio padrão é a raiz quadrada da variância e fica na mesma unidade dos dados.
- Resíduo
- A diferença entre o valor observado e o valor que o modelo ajustado prevê para aquela observação. É nos resíduos que se conferem os pressupostos do modelo: eles devem parecer ruído, sem padrão.
- Fator
- Uma variável explicativa categórica cujo efeito se quer estudar, como adubo, cultivar ou dose. Num experimento fatorial, dois ou mais fatores são combinados.
- Normalidade
- Pressuposto de que os erros do modelo seguem a distribuição normal (em forma de sino). Em modelos lineares ele se confere nos resíduos, não nos dados brutos; desvios leves pesam pouco em amostras grandes.
Pressupostos
Fatores já codificados (−1, 0, +1, ±α); a análise canônica só tem leitura nessa escala.
Erro normal, independente e de variância constante, como em todo
lm.O modelo de 2ª ordem é uma aproximação local: vale dentro da região experimentada, e o ponto estacionário fora dela não é recomendação.
A falta de ajuste só se testa com pontos repetidos (o erro puro vem das repetições no mesmo ponto).
Se falhar: Sem pontos centrais repetidos, o quadro não parte o resíduo; planeje-os no
experiments/design.
Parâmetros
- Resposta — coluna numérica.
- Fatores — de 1 a 6 colunas numéricas codificadas, separadas por vírgula.
- Ordem —
1(plano) ou2(quadrática completa). - Bloco — coluna do bloco (opcional).
Valor
Quatro portas: modelo (models/fit); quadro (models/effects, a ANOVA da
superfície com falta de ajuste e erro puro); canonica (data/table: ponto
estacionário, ŷ nele, autovalores com os autovetores na nota, natureza e
distância ao centro; na 1ª ordem, a direção de maior subida); grafico
(view/plot, o contorno).
Exemplos
tr_flow(reg) |>
tr_add("plano", "experiments/design", estrutura = "composto_central", fatores = "x1; x2") |>
tr_add("ccd", "data/mutate", name = "rendimento",
expr = "80 - (x1 - 0.4)^2 - 2 * x2^2 + sin(unidade) / 5", from = "plano") |>
tr_add("rsm", "experiments/response_surface", resposta = "rendimento",
fatores = "x1, x2", ordem = "2", from = "ccd")