Coleção experimentos
Efeito
Soma um termo à resposta simulada: intercepto, fixo (por nível ou por contraste), aleatório, interação, quantitativo ou covariável.
O que o bloco faz
Soma um termo à resposta que o experimento vai ter, antes de ela existir.
A contribuição de cada unidade fica numa coluna própria, .ef_<nome>, e o
termo fica no plano com o seu valor verdadeiro — é contra ele que a
análise se confere depois. Encadeie um experiments/effect por termo e feche
com experiments/error. O plano que sai é o mesmo tipo que entra
(experiments/plan).
O Tipo diz quais params são lidos:
| Tipo | Lê | Contribuição |
|---|---|---|
| intercepto | Valor | μ em toda unidade |
| fixo | Fator, Efeitos ou Declarar por + Magnitudes | τᵢ do nível |
| aleatorio | Fator (bloco ou bloco:parcela), sd | um N(0, sd²) sorteado por nível (ou combinação) |
| interacao | Fator (a:b), Efeitos por célula ou Declarar por + Magnitudes | (τβ)ᵢⱼ da célula |
| quantitativo | Fator (numérico, codificado ou com Doses), Coeficientes | b₁x + b₂x² + … ; com x1:x2, b·x₁x₂ |
| covariavel | Fator (a coluna), Inclinação, Média, sd | β(x − média) |
Por contraste
Com Declarar por = polinomiais, helmert, controle ou digitados, o
efeito fixo vem de um conjunto de contrastes e da magnitude de cada um. Os
conjuntos são os mesmos do experiments/contrasts, com os mesmos coeficientes
inteiros (para quatro doses igualmente espaçadas: linear -3 -1 1 3,
quadrático 1 -1 -1 1, cúbico -1 3 -3 1).
Escala: a magnitude é o valor do contraste nesses coeficientes,
Σ cᵢ τᵢ — a mesma estimativa que o experiments/contrasts devolve com o
mesmo conjunto. “Linear = 4” com -3 -1 1 3 dá τ = 4·c/20 =
(−0,6; −0,2; 0,2; 0,6). A conversão é τ = Lᵀ(LLᵀ)⁻¹m, que para contrastes
ortogonais é Σⱼ mⱼcⱼ/Σcⱼ²; os efeitos somam zero. Contraste não citado em
Magnitudes vale 0. A tabela da conversão (contraste, coeficientes,
magnitude, Σc², conferência Σcτ) fica em plano$termos e sai no print do
plano.
Na interação, polinomiais ou helmert são aplicados a cada fator e as
magnitudes são dos produtos (Linear:alta vs baixa = 2); os efeitos de
célula saem com margens nulas. Para ler a magnitude de volta, desdobre no
experiments/contrasts (Fator = o primeiro, Dentro de = o segundo): a
magnitude do produto é Σⱼ dⱼ · (estimativa do contraste no nível j), com dⱼ
os coeficientes do contraste do segundo fator — em Linear:Linear com três
níveis, a estimativa no terceiro menos a do primeiro.
Validação contra o plano
O fator tem de ser coluna do plano (a combinação bloco:parcela só existe
onde há parcela); o efeito por nível cobre todos os níveis, e a tabela da
interação, todas as células presentes no plano; o nome do termo não se repete;
nenhum termo depois de experiments/error. Efeito aleatório com um nível por
unidade avisa que se confunde com o resíduo.
Antes de continuar
Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.
- Efeito fixo e efeito aleatório
- Um efeito fixo é estimado para cada nível que interessa (cada cultivar comparada). Um efeito aleatório trata os níveis observados como sorteio de uma população maior (fazendas, animais, anos) e estima a variância entre eles; modelos com os dois tipos são chamados mistos.
- Fator
- Uma variável explicativa categórica cujo efeito se quer estudar, como adubo, cultivar ou dose. Num experimento fatorial, dois ou mais fatores são combinados.
- Nível
- Cada valor que um fator assume no estudo: as doses 0, 50 e 100 kg/ha são três níveis do fator dose.
- Interação
- Há interação quando o efeito de um fator depende do nível de outro: o adubo aumenta a produção numa cultivar e não em outra. Com interação, olhar o efeito médio de cada fator sozinho pode enganar.
- Contraste
- Uma comparação planejada entre médias de tratamentos, escrita como soma de médias com pesos que somam zero (por exemplo, a média do controle contra a média dos adubados).
Pressupostos
Nenhum sobre dados: é simulação. O que se declara é o modelo verdadeiro, e o resultado de tudo o que vem depois vale para ele.
O efeito aleatório é normal de média zero com o desvio-padrão declarado; o fixo é de soma zero quando declarado por contraste (e o que se digitar, quando por nível).
Verificar:Ver o plano
A semente é do card (não da sessão): o mesmo documento sorteia sempre os mesmos valores.
Parâmetros
- Tipo — ver a tabela.
- Fator(es) — coluna(s) do plano:
irrigacao,bloco:parcela,dose:irrigacao. - Valor (intercepto).
- Efeitos por nível ou célula —
baixa = 0, alta = 2; na interaçãobaixa:A = 1, baixa:B = 0, ..., com os níveis na ordem do Fator. - Declarar por —
por nívelou um conjunto de contrastes. - Magnitudes dos contrastes —
linear = 4, quadratico = 1, cubico = 0(nome sem caixa e sem acento) ou só os números, na ordem dos contrastes. - Doses — valores numéricos dos níveis, na ordem (polinomiais e
quantitativo). Com dois fatores:
dose: 0, 50, 100; irrigacao: 0, 1. - Controle — o nível controle (conjunto
controle: as magnitudes são as diferenças de cada tratamento para ele,B vs A,C vs A…). - Contrastes (digitados) — sintaxe do
models/linear_hypothesis. - Desvio-padrão — do efeito aleatório; ou da covariável, quando ela é gerada.
- Coeficientes (quantitativo) —
b1oub1, b2(linear, quadrática…), na escala de x (a codificada, no composto central). - Inclinação, Média (covariável) — se a coluna da covariável está vazia
(
NA), ela é gerada normal com essa média e o sd; a contribuição é inclinação · (x − média). - Nome do termo — em branco, vem do fator (
bloco_parcela).
Valor
O plano (experiments/plan) com a coluna .ef_<nome> nas unidades e o termo
em plano$termos (tipo, parâmetros, valor verdadeiro, conversão). A aba
componentes do experiments/view o desenha.
Exemplos
tr_flow(reg) |>
tr_add("plano", "experiments/design", estrutura = "dic", fatores = "dose: 0, 50, 100, 150") |>
tr_add("mu", "experiments/effect", tipo = "intercepto", valor = 20, from = "plano") |>
tr_add("dose", "experiments/effect", tipo = "fixo", fator = "dose", conjunto = "polinomiais",
magnitudes = "linear = 4, quadratico = 1, cubico = 0", from = "mu")