Coleção multivariada
Tocher
Método de otimização de Tocher sobre uma matriz de distância.
O que o bloco faz
O bloco multi/tocher aplica o método de otimização de Tocher (Rao, 1952; como em Cruz, Regazzi e Carneiro) a uma matriz do multi/distance. O limite θ é a maior das menores distâncias; cada grupo começa pelo par mais próximo que sobra e recebe indivíduos enquanto a distância média do candidato ao grupo não passar de θ. Se o par de abertura já está acima de θ, cada indivíduo restante vira um grupo de um e o método termina (como o tocher() original do biotools).
Antes de continuar
Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.
- Variância
- A média dos quadrados das distâncias de cada valor à média: mede o quanto os dados se espalham. O desvio padrão é a raiz quadrada da variância e fica na mesma unidade dos dados.
- Repetição
- Cada unidade experimental que recebe o mesmo tratamento. As repetições permitem estimar o erro experimental; medir várias vezes a mesma unidade não é repetição.
- Distância e dissimilaridade
- Uma medida de quão diferentes são duas observações quando consideradas todas as variáveis ao mesmo tempo. A escolha da distância (euclidiana, de Mahalanobis, de Gower) muda quem fica perto de quem no agrupamento.
- Análise de agrupamento
- Métodos que reúnem observações parecidas em grupos sem que os grupos sejam conhecidos de antemão. O resultado depende da distância, do método de ligação e do número de grupos escolhido.
Pressupostos
Cada linha é um indivíduo (um genótipo, um acesso): com repetições do experimento, resuma antes (média por genótipo).
Verificar:Agrupar e resumir
A matriz de distância é a adequada aos caracteres (em melhoramento, o D² de Mahalanobis ou a euclidiana padronizada): o Tocher só reorganiza a matriz que recebe.
Verificar:Matriz de distância
O critério θ (a maior das menores distâncias) supõe que a distância média dentro de um grupo fica abaixo da distância entre grupos; indivíduos muito isolados viram grupos de um, e o último grupo pode juntar os que sobraram.
Se falhar: Leia os grupos de um como indivíduos divergentes, e confira contra o dendrograma do
multi/cluster.O resultado depende da ordem de formação (cada grupo começa pelo par mais próximo que sobra): não há teste nem medida de ajuste.
Exemplo
tr_flow(reg) |>
tr_add("usa", "multi/example", dataset = "USArrests") |>
tr_add("d", "multi/distance", metodo = "mahalanobis", rotulo = "nome", from = "usa") |>
tr_add("toc", "multi/tocher", from = "d")Como interpretar
A saída é uma tabela com uma linha por grupo: grupo, n, membros, distancia_media e theta. Cruzamentos entre genótipos de grupos diferentes prometem mais variabilidade.
Implementação
trama.multi::tr_multi_tocher()versão 0.3.7Implementação própria do algoritmo de Cruz, Regazzi & Carneiro (inclusão enquanto a distância média do candidato ao grupo não passa de θ); conferida num exemplo resolvido à mão e contrabiotools::tochernogarlicdist(θ a 1e-6).
No código O bloco chama trama.multi::tr_multi_tocher(), em trama.multi/R/agrupamento.R:468.
A conta é implementada pelo próprio trama, sem um pacote R de referência por trás.
Referências
Livro-texto
- Rao, C. R. (1952). Advanced Statistical Methods in Biometric Research. New York: Wiley.
- Cruz, C. D.; Regazzi, A. J.; Carneiro, P. C. S. (2012). Modelos biométricos aplicados ao melhoramento genético. v. 1, 4. ed. Viçosa: Editora UFV (ISBN 978-85-7269-433-9).