Coleção modelos

Dunn

Comparações de Dunn entre pares de grupos, o post hoc do Kruskal-Wallis, com p-valor ajustado.

O que o bloco faz

models/dunn compara todos os pares de grupos pelos postos médios (Dunn, 1964), usando os postos da amostra inteira e a correção de empates. A saída é um quadro de efeitos (models/effects), um par por linha, com a diferença dos postos médios, o z e o p-valor ajustado.

Antes de continuar

Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.

p-valor
A probabilidade de obter um resultado tão extremo quanto o observado, ou mais, se a hipótese nula fosse verdadeira. p-valor pequeno indica dados pouco compatíveis com a hipótese nula; ele não é a probabilidade de a hipótese nula ser verdadeira nem mede o tamanho do efeito.
Erro tipo I e tipo II
Erro tipo I é rejeitar a hipótese nula quando ela é verdadeira (um falso alarme); erro tipo II é não rejeitá-la quando ela é falsa (deixar passar um efeito real). Diminuir um, mantendo o tamanho da amostra, tende a aumentar o outro.
Teste não paramétrico
Um teste que não supõe uma distribuição específica (como a normal) para os dados; muitos trabalham com a ordem (os postos) das observações. É útil quando os pressupostos de um teste paramétrico falham, em geral com algum custo de poder quando eles valem.
Comparações múltiplas
Comparar muitos pares de tratamentos aumenta a chance de achar alguma diferença só por acaso. Os procedimentos de comparações múltiplas (Tukey, Dunnett, Scott-Knott...) controlam essa chance de formas diferentes, e por isso podem discordar entre si.
Normalidade
Pressuposto de que os erros do modelo seguem a distribuição normal (em forma de sino). Em modelos lineares ele se confere nos resíduos, não nos dados brutos; desvios leves pesam pouco em amostras grandes.

Quando usar

Depois de um Kruskal-Wallis que rejeita, para saber quais grupos diferem. Não refaz os postos a cada par, como faria o Wilcoxon repetido.

Pressupostos

  • As observações são independentes, dentro e entre os grupos.

    Se falhar: Medidas repetidas no mesmo indivíduo pedem o models/friedman.

  • A resposta é ao menos ordinal, e os grupos têm distribuições de mesma forma: só assim uma diferença de postos médios se lê como deslocamento (de mediana).

    Verificar:BoxplotDensidade

  • É o post hoc do Kruskal-Wallis: faz sentido depois de ele rejeitar, e usa os postos da amostra INTEIRA.

    Verificar:Kruskal-Wallis

  • A estatística z é normal aproximada: com grupos muito pequenos (menos de uns 5) o p é só indicativo.

Configuração

Resposta é a coluna numérica; Grupo, a dos grupos; Ajuste escolhe a correção dos p-valores: holm (padrão), bonferroni, sidak ou nenhum. A coluna p_sem_ajuste guarda o p de cada comparação isolada.

Exemplo

Exemplo de modelos
Kruskal-Wallis
Dunn
library(trama)

reg <- tr_registry()
tr_use("trama.models", registry = reg)

tr_flow(reg) |>
  tr_add("dados", "models/example", dataset = "InsectSprays") |>
  tr_add("kw", "models/kruskal", resposta = "count", grupo = "spray", from = "dados") |>
  tr_add("dunn", "models/dunn", resposta = "count", grupo = "spray", from = "dados")

No InsectSprays, os sprays A, B e F ficam juntos nos postos altos e C, D e E nos baixos; as comparações entre os dois blocos têm p ajustado pequeno.

Como interpretar

Estimativa positiva quer dizer postos maiores no primeiro grupo do par. O p-valor que vale é o ajustado: com muitos grupos, o p_sem_ajuste subestima o risco de algum falso positivo na família de comparações.

Implementação

  • trama.models::tr_models_dunn() versão 0.6.6Conta própria (z dos postos médios com correção de empates; p ajustado por stats::p.adjust ou Šidák). Conferido contra dunn.test::dunn.test(altp = TRUE) 1.3.6, com empates, nas quatro correções (z a 1e-9, p a 1e-8).

No código O bloco chama trama.models::tr_models_dunn(), em trama.models/R/testes.R:218.

A conta é implementada pelo próprio trama, sem um pacote R de referência por trás.

Outras funções de pacotes que o bloco usa (3)

Referências

Teoria

Livro-texto

  • Siegel, S.; Castellan, N. J. (2006). Estatística não-paramétrica para ciências do comportamento. 2. ed. Porto Alegre: Artmed.

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