Coleção modelos
ANOVA · DIC
Análise de variância de um delineamento inteiramente casualizado.
O que o bloco faz
models/anova_dic Ajusta resposta ~ tratamento para delineamento inteiramente casualizado e produz models/fit. A saída é models/fit.
Antes de continuar
Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.
- Graus de liberdade
- Quantas informações independentes sobram para estimar uma variabilidade depois de estimados os outros parâmetros. Definem qual distribuição t, F ou qui-quadrado se usa no teste; com poucos graus de liberdade a inferência fica mais incerta.
- Variância
- A média dos quadrados das distâncias de cada valor à média: mede o quanto os dados se espalham. O desvio padrão é a raiz quadrada da variância e fica na mesma unidade dos dados.
- Delineamento
- O plano que diz como os tratamentos são distribuídos nas unidades experimentais: inteiramente casualizado, em blocos, quadrado latino, parcelas subdivididas. Ele determina o modelo e a análise de variância adequados.
- Análise de variância (ANOVA)
- Um método que divide a variação total da resposta em partes atribuídas a cada fonte (tratamentos, blocos, erro) e testa, pela estatística F, se cada fonte explica mais variação do que o acaso.
- Coeficiente de variação (CV)
- O desvio padrão dividido pela média, em porcentagem. Em experimentos, usa-se a raiz do quadrado médio do resíduo para indicar a precisão do ensaio; o que é um CV alto depende da variável e da área.
Quando usar
Use quando tratamentos foram casualizados sem restrições entre unidades experimentais.
Pressupostos
Os tratamentos foram sorteados nas parcelas sem restrição, e cada parcela é uma unidade experimental independente.
Se falhar: Não há teste para isso: é o planejamento que garante. Sem sorteio, o F não tem a interpretação causal do experimento.
As parcelas são homogêneas: não há fonte de variação conhecida (área, dia, lote) que devesse ter virado bloco.
Se falhar: Se houve bloco, use o
models/anova_dbc.Os erros (resíduos) são normais — não a resposta crua.
Verificar:Normalidade dos resíduosDiagnóstico dos resíduos
Se falhar: Transforme a resposta (log, raiz) ou, para contagens e proporções, use o
models/glm; sem modelo que sirva, omodels/kruskal.A variância do erro é a mesma em todos os tratamentos (homocedasticidade).
Verificar:LeveneBartlettDiagnóstico dos resíduos
Se falhar: Transforme a resposta (o log quando a variância cresce com a média) ou use o
models/glmcom família gama.
Configuração
Informe resposta numérica e tratamento; o tratamento é convertido em fator.
Exemplo
library(trama)
reg <- tr_registry()
tr_use("trama.models", registry = reg)
tr_flow(reg) |>
tr_add("dados", "models/example", dataset = "PlantGrowth") |>
tr_add("ajuste", "models/anova_dic", resposta = "weight", tratamento = "group", from = "dados")PlantGrowth contém três grupos independentes de plantas e peso seco como resposta.
Como interpretar
O F do tratamento compara variação entre médias com erro residual. O desenho pressupõe casualização sem blocos.
Implementação
stats::lm()versão 4.6.0lmcom os fatores do desenho convertidos em fator; o quadro é oanova()dele, soma de quadrados sequencial (tipo I), que no balanceado coincide com as outras.
No código O bloco chama trama.models::tr_models_anova_dic(), em trama.models/R/ajustar.R:404.
A conta é feita nesta chamada:
stats::lm(f, data = p$dados)
Outras funções de pacotes que o bloco usa (5)
stats::complete.cases(d[, vars, drop = FALSE])stats::as.formula(paste(.tr_models_bt(resp), "~", rhs))stats::df.residual(ajuste)stats::nobs(ajuste)stats::coef(ajuste)
Referências
Livro-texto
- Banzatto, D. A.; Kronka, S. N. (2006). Experimentação agrícola. 4. ed. Jaboticabal: Funep.
- Pimentel-Gomes, F. (2009). Curso de estatística experimental. 15. ed. Piracicaba: FEALQ.
- Montgomery, D. C. (2017). Design and Analysis of Experiments. 9. ed. Hoboken: Wiley.