Coleção amostragem

Margem para n dado

Com n entrevistas, qual a margem de erro de uma proporção?

O que o bloco faz

O caminho contrário do sampling/size_proportion: o n já está dado (o campo contratado, o orçamento fechado) e a pergunta é quanto se erra:

E = z · √(deff · p(1 − p) / n · (1 − n/N))

O card mostra a margem em pontos percentuais e a escada: entrevistas previstas, as que viram resposta, o n efetivo depois do deff. É a conta de uma célula só; para vários níveis de uma vez, sampling/margin_levels.

Antes de continuar

Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.

População
O conjunto completo de unidades sobre o qual se quer concluir algo: todas as propriedades de uma região, todos os alunos de uma escola. Em geral não é possível medir todas, e por isso se mede uma amostra.
Amostra
A parte da população que é de fato observada. Quando é sorteada com probabilidades conhecidas, permite estimar características da população e medir a incerteza dessa estimativa.
Efeito do plano (deff)
A razão entre a variância de uma estimativa no plano amostral usado e a variância que ela teria numa amostra aleatória simples do mesmo tamanho. Um deff de 2 quer dizer que a amostra vale, em precisão, metade do que valeria se fosse aleatória simples.
Margem de erro
A metade da largura de um intervalo de confiança: o quanto a estimativa pode se afastar do valor da população, ao nível de confiança escolhido. É ela que se fixa para calcular o tamanho de amostra necessário.
Intervalo de confiança
Uma faixa de valores calculada a partir da amostra. Com 95% de confiança, o procedimento produz intervalos que contêm o valor verdadeiro em 95% das amostras possíveis; não quer dizer que um intervalo específico tenha 95% de probabilidade de acertar.

Quando usar

Use quando o n já foi definido e a pergunta é a margem esperada para uma proporção.

Pressupostos

  • Com População informada, a correção finita é a da AAS sem reposição, (1 − n/N); a amostra sorteada tem de ser uma fração da mesma população.

    Se falhar: Deixe a População em 0 (infinita) quando não souber o N; o erro sai um pouco conservador.

  • As entrevistas se comportam como uma amostra aleatória simples da população; em coleta por recrutamento, indicação ou adesão a margem é nominal (a de uma amostra aleatória com o mesmo tamanho efetivo), e o viés de quem aparece não entra nela.

    Se falhar: Cuide do viés no desenho da coleta e calibre depois com sampling/rake; a margem não o corrige.

  • Aproximação normal da proporção: n·p e n·(1 − p) não muito pequenos (umas 30 respostas por célula ou mais).

    Se falhar: Junte células pequenas; abaixo disso a margem da fórmula não deve ir para o relatório.

  • O deff informado é o do desenho real (ponderação e agrupamento); a fórmula não o estima.

    Verificar:Média

    Se falhar: Use o deff de uma pesquisa anterior ou do piloto (o card de sampling/mean o mostra) e compare cenários.

Configuração

  • Entrevistas — n previsto.
  • Proporção esperada — p; 0,5 é o pior caso.
  • Confiança, População, Efeito do desenho, Taxa de resposta — como em sampling/size_proportion.

Exemplo

O fluxo usa os conjuntos didáticos registrados em sampling/example e inclui o nó desta página.

Margem para n dado
library(trama)

reg <- tr_registry()
tr_use("trama.sampling", registry = reg)

tr_flow(reg) |>
  tr_add("margem", "sampling/margin", n = 400L, proporcao = 0.5,
         confianca = 0.95, populacao = 5000, deff = 1.2)

Como interpretar

O plano resume a margem em pontos percentuais e a escada de n previsto, respostas esperadas e n efetivo. Para n pequeno, a aproximação normal deve ser lida com cautela. A saída é Plano sampling/plan que resume a margem para o n informado.