Coleção modelos

Teste de correlação

Correlação de Pearson, Spearman ou Kendall entre duas colunas, com o teste de que ela é zero.

O que o bloco faz

models/cor_test Estima e testa correlação entre duas colunas. A saída é data/test.

Antes de continuar

Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.

Intervalo de confiança
Uma faixa de valores calculada a partir da amostra. Com 95% de confiança, o procedimento produz intervalos que contêm o valor verdadeiro em 95% das amostras possíveis; não quer dizer que um intervalo específico tenha 95% de probabilidade de acertar.
p-valor
A probabilidade de obter um resultado tão extremo quanto o observado, ou mais, se a hipótese nula fosse verdadeira. p-valor pequeno indica dados pouco compatíveis com a hipótese nula; ele não é a probabilidade de a hipótese nula ser verdadeira nem mede o tamanho do efeito.
Teste não paramétrico
Um teste que não supõe uma distribuição específica (como a normal) para os dados; muitos trabalham com a ordem (os postos) das observações. É útil quando os pressupostos de um teste paramétrico falham, em geral com algum custo de poder quando eles valem.
Transformação da resposta
Aplicar uma função (logaritmo, raiz, potência de Box-Cox) à resposta para aproximar normalidade ou estabilizar a variância. Os resultados passam a valer na escala transformada, e voltar à escala original muda a interpretação.
Normalidade
Pressuposto de que os erros do modelo seguem a distribuição normal (em forma de sino). Em modelos lineares ele se confere nos resíduos, não nos dados brutos; desvios leves pesam pouco em amostras grandes.

Quando usar

Use para quantificar associação entre duas medidas numéricas e testar se ela difere de zero.

Pressupostos

  • As pares (x, y) são independentes entre si.

    Se falhar: Não há teste no trama para isso: é o delineamento (sorteio, uma medida por unidade) que garante. Medidas repetidas na mesma unidade pedem models/paired_t ou models/lmer.

  • Pearson: a relação é linear, e o teste supõe normalidade bivariada. O models/shapiro só confere a normalidade de cada variável sozinha (marginal): passar nas duas não garante a bivariada; olhe também a nuvem no view/points.

    Verificar:DispersoShapiro-Wilk

    Se falhar: Use spearman ou kendall (relação monotônica, por postos).

  • Spearman e Kendall: a relação é monotônica (sempre cresce ou sempre decresce).

    Verificar:Disperso

Configuração

Informe X e Y numéricos; Método escolhe Pearson, Spearman ou Kendall.

Exemplo

Exemplo de modelos
Teste de correlação
library(trama)

reg <- tr_registry()
tr_use("trama.models", registry = reg)

tr_flow(reg) |>
  tr_add("dados", "models/example", dataset = "mtcars") |>
  tr_add("resultado", "models/cor_test", x = "wt", y = "mpg", metodo = "pearson", from = "dados")

mtcars relaciona peso do carro (wt) ao consumo (mpg).

Como interpretar

Pearson mede associação linear; Spearman e Kendall medem associação monotônica por postos. O sinal indica direção.

Implementação

  • stats::cor.test() versão 4.6.0IC de Pearson pela transformação z de Fisher; Spearman e Kendall sem IC, p-valor exato ou aproximado conforme n e empates.

No código O bloco chama trama.models::tr_models_cor_test(), em trama.models/R/testes.R:513.

A conta é feita nesta chamada:

Outras funções de pacotes que o bloco usa (1)

Referências

Teoria

  • Pearson, K. (1896). Mathematical contributions to the theory of evolution. III. Regression, heredity, and panmixia. Philosophical Transactions of the Royal Society of London. Series A, 187, 253-318. doi:10.1098/rsta.1896.0007
  • Spearman, C. (1904). The proof and measurement of association between two things. The American Journal of Psychology, 15(1), 72-101. doi:10.2307/1412159
  • Kendall, M. G. (1938). A new measure of rank correlation. Biometrika, 30(1-2), 81-93. doi:10.1093/biomet/30.1-2.81

Livro-texto

  • Siegel, S.; Castellan, N. J. (2006). Estatística não-paramétrica para ciências do comportamento. 2. ed. Porto Alegre: Artmed.

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