Coleção amostragem

Conglomerados

Sorteia conglomerados inteiros (municípios, escolas) e toma todas as suas unidades.

O que o bloco faz

A amostra de conglomerados em UM estágio: sorteia conglomerados (municípios, escolas, quarteirões) e entrevista todas as unidades de cada um. Não precisa de cadastro das unidades — só da lista de conglomerados —, e junta as entrevistas no espaço, que é onde está o custo de campo.

O preço: unidades do mesmo conglomerado se parecem, e o deff passa de 1 (veja o card de sampling/mean). Nas fazendas por município, perto de 3,5.

  • iguais — todo conglomerado com chance m/M; peso M/m.
  • proporcional ao tamanho — chance proporcional ao número de unidades (PPS sistemática).

A variância é a do conglomerado último: a variação ENTRE os totais dos conglomerados sorteados.

Antes de continuar

Termos que esta página usa, em poucas palavras. As definições completas estão no glossário.

Amostra
A parte da população que é de fato observada. Quando é sorteada com probabilidades conhecidas, permite estimar características da população e medir a incerteza dessa estimativa.
Estrato
Um grupo da população definido antes do sorteio (região, porte, turno), dentro do qual se sorteia separadamente. Estratificar garante que todos os grupos apareçam na amostra e costuma reduzir a variância quando as unidades de um mesmo estrato se parecem.
Conglomerado
Um grupo de unidades vizinhas ou ligadas (um quarteirão, uma escola) sorteado inteiro em vez de unidade por unidade. Barateia a coleta, mas unidades do mesmo conglomerado tendem a ser parecidas, o que em geral aumenta a variância das estimativas.
Efeito do plano (deff)
A razão entre a variância de uma estimativa no plano amostral usado e a variância que ela teria numa amostra aleatória simples do mesmo tamanho. Um deff de 2 quer dizer que a amostra vale, em precisão, metade do que valeria se fosse aleatória simples.
Variância
A média dos quadrados das distâncias de cada valor à média: mede o quanto os dados se espalham. O desvio padrão é a raiz quadrada da variância e fica na mesma unidade dos dados.

Quando usar

Use quando o custo de campo favorece selecionar conglomerados inteiros e entrevistar todas as unidades deles.

Configuração

  • Conglomerado — coluna que identifica o conglomerado.
  • Conglomerados a sortear — m (ou o plano de sampling/size_cluster).
  • Probabilidade — iguais ou proporcional ao tamanho.

Exemplo

O fluxo usa os conjuntos didáticos registrados em sampling/example e inclui o nó desta página.

Exemplo de amostragem
Conglomerados
library(trama)

reg <- tr_registry()
tr_use("trama.sampling", registry = reg)

tr_flow(reg) |>
  tr_add("pop", "sampling/example", dataset = "fazendas") |>
  tr_add("amostra", "sampling/cluster", conglomerado = "municipio", conglomerados = 12L,
         from = "pop")

Como interpretar

Cada conglomerado sorteado contribui com todas as unidades. A variância é estimada entre os totais dos conglomerados; sem pelo menos dois conglomerados amostrados por estrato não há estimativa de variância. A saída é Amostra sampling/sample formada por conglomerados inteiros.